sábado, 24 de novembro de 2012

Everything Has Changed - Capítulo 35


Capítulo 35

-O que foi isso? – Joe segurou Nick pelo braço assim que percebeu que Demi já estava longe suficiente.
-O que? – Nick perguntou confuso.
-Essa despedida melosa – Joe aumentou um pouco o tom da voz mas Denise coçou a garganta para lembra-lo de que ainda estava ali e odiava brigas entre eles.
-Joe – Nick respirou fundo para não perder a paciência e retirou lentamente a mão de seu irmão – eu já te expliquei eu não quero nada com a Demi além da amizade, e eu só estava tentando fazer com que pelo menos alguma coisa da estadia dela aqui valesse a pena, já que meu querido irmão fez o favor de estragar tudo, como sempre – Nick deu boa noite pra sua mãe e foi para o quarto.
Joe olhou arrasado para a sua mãe, ele estava sem chão, ele precisava conversar com Demi mas ela não iria deixar ele se aproximar, e no fundo assim era melhor, menos provável dele magoa-la de novo.
-Joe – Denise chamou o filho que se retirava lentamente, ele se virou para a mãe – por que você fez isso? – ela não estava brigando, apenas queria entender, já que Joe parecia mesmo apaixonado.
-Eu não sei – ele abaixou o olhar triste – eu só estava confuso, a Demi tinha brigado comigo e eu sai pra tomar um ar, ela estava distante e estranha, eu parei em uma lanchonete e a Camilla estava lá, ela percebeu que eu estava mal, alguém na lanchonete deve ter ligado para algum paparazzi ou tirado alguma foto, eu não sei, só sei que e questão de segundos os fotógrafos estavam na porta – ele rolou e trincou o maxilar antes de continuar – a gente saiu conversando normalmente, quando fomos nos despedir ela me beijou – ele respirou fundo – não estou me isentando da culpa, eu correspondi, não sei porque, pelo momento, talvez, sei lá, mas eu me senti tão culpado, mãe – ele ergueu o olhar pela primeira vez – eu percebi que eu amo a Demi, se fosse com qualquer outra eu não ligaria, minha consciência não ficaria pesada, mas quando eu beijei a Camilla a imagem da Demi veio na minha mente, eu chorei por horas no caminho de volta, eu pretendia me explicar pra ela, mas ela viu a foto antes e…
-Tudo bem, Joe – Denise o interrompeu indo abraça-lo – eu entendo, filho, mas o que você fez foi errado.
-Eu sei – Joe se soltou do abraço – o que eu faço?
-Acho que você vai ter que começar do zero – Denise disse cautelosa – reconquistar a confiança da Demi, ela te ama, mas está muito magoada.
-Ela é muito cabeça dura, mãe, não vai aceitar que eu me aproxime dela.
-Se você quer aceitar ficar sem ela – Denise deu de ombros e foi andando em direção a escada – sua escolha, meu filho, mas não reclame depois.
Joe passou a noite toda pensando em como se aproximar de Demi, com certeza ela não iria deixar que isso acontecesse tão facilmente, ele pensou em fazer um discurso na hora do jantar, mas ela levantaria da mesa e sairia correndo estragando a ultima oportunidade de vê-la feliz dentro do possível. Depois de lutar contra o sono desesperado por respostas, ele perdeu, acordou tarde, o sol já estava quase na metade do quarto, meio dia? Provavelmente por ai, ele se deu conta de que dormira demais e resolveu se levantar.
Enquanto tomava um banho demorado ele se permitiu mais um momento de fraqueza, Joe chorou muito em silencio, ela estava indo e qualquer tentativa de impedir isso seria ridiculamente fracassada, ele conhecia ela, quando Demi enfia algo na cabeça não há quem tire.
-Por que tão teimosa, Demetria? – ele reclamou socando a parede do banheiro, Demetria, o nome da menina rodava a sua cabeça lhe proporcionando lembranças maravilhosas, de como ele amava chama-la assim só pra vê-la irritada, de quando eles trombaram no corredor e ele pode pela primeira vez olha-la nos olhos, de tudo que eles viverem e como aquele sentimento se tornou tão forte em tão pouco tempo – eu preciso de você – Joe sussurrou, já não chorava mais, não havia mais lágrimas para isso, ele apenas deixava com que a água quente caísse sobre ele pedindo pra que ela levasse embora a dor e o vazio que estava se formando em seu peito.
-Finalmente – uma voz familiar exclamou assim que ele apareceu na sala de jantar – me ajude com isso – Denise apontou para alguns arranjos de flores no canto da sala, se você não olhasse com atenção diria que eram de verdade, mas eram sintéticas.
-Vocês já almoçaram? – Joe perguntou pegando o maior dos arranjos e colocando no centro da mesa.
-Sim, precisávamos desocupar a mesa logo, mas tem um prato pra você no forno – ela explicou – mais para a direita, Joseph.
-Assim?
-Perfeito – Denise exclamou – pronto, só isso…
-Quer alguma ajuda? – Demi perguntou entrando na sala e gelou ao ver Joe, eles ficaram se encarando por um momento até Demi recobrar os sentidos – vejo que já tem um ajudante – ela gira sobre os calcanhares em direção a saída.
-Na verdade, querida – Denise a chama forçando-a a parar ali mesmo – eu preciso que você ajude Joe aqui, eu realmente preciso resolver outras coisas.
-E eu não posso resolver essas outras coisas? – Demi perguntou visivelmente nervosa, se virando lentamente e mordendo o lábio inferior.
-Na verdade não – Denise dá um sorriso acolhedor e mostra o que Demi teria que fazer, as tarefas são ridículas, Joe faria facilmente sozinho, mas ela entende que o que Denise quer é dar uma chance pra eles conversarem sem que ela fuja.
-E então? – Demi resolve perguntar friamente pra Joe que encara um vaso de planta como se esperasse que ele ganhasse vida, seu rosto, visivelmente cansado e abatido se levanta com um ar de surpresa – o que você quer falar comigo? Fala logo antes que eu desista.
-Você pode se desarmar um pouco? – ele pergunta finalmente se desprendendo do vaso e olhando pra ela.
-Não, não pra te dar outra oportunidade de me fazer sofrer – ela diz mantendo rigidamente o tom frio e indiferente em sua voz – você vai falar ou prefere que eu volte a te ignorar completamente?
-Demi – ele disse, na verdade sua voz carregava um intenso tom de súplica – antes de tudo eu quero me desculpar, eu não quis fazer isso em momento nenhum, mas – sua voz agora estava embargada devido ao nó que formara em sua garganta.
-Mas o que? – Demi o interrompeu com raiva – vai vir com aquele papinho de sempre – Demi rolou os olhos e forçou um outro tom de voz – ela me agarrou, e, sabe como é, né, eu sou homem, não consegui resistir.
-Não, não foi isso – Joe respondeu se aproximando dela, que por incrível que pareça, não recuou – não estou dizendo que eu não tive culpa, Demi, tenta entender – ele se aproximou mais um pouco – você estava me ignorando completamente, eu sai pra pensar um pouco e acabei encontrando a Camilla, a gente conversou e quando eu sai a lanchonete estava cheia de fotógrafos, ela me pegou de surpresa com o beijo e eu reconheço que eu não relutei, mas eu me senti tão culpado, mas tão culpado, Demi, quando eu beijei ela seu rosto veio a minha mente o que me fez parar na hora, eu me senti tão mal, eu ia te contar, eu juro que ia, eu ia te explicar, mas você viu as fotos antes e – ele seu auto-interrompeu – enfim, eu sei que nada vai mudar o fato de que você vai partir depois de amanhã, eu só queria que você soubesse que eu me arrependo de verdade, e que – ele puxou Demi pela cintura e olhou bem em seus olhos – eu te amo, Dems, e eu tenho certeza disso agora, eu vou esperar você por as coisas em ordem e achar que eu te mereço de volta, porque nenhuma menina nunca vai ser pra mim o que você é, e eu não quero outra no seu lugar.
Demi não sabia o que falar, pela primeira vez Joe havia falado abertamente sobre amor, ela percebeu que tinha uma parcela de culpa, ela estava realmente evitando ele naquela manhã, e ela também não era namorada dele oficialmente, mas mesmo assim, ele não podia ter feito aquilo, nada justificava, como os dois sabiam disso Joe havia chegado a conclusão, ele iria esperar e ela iria apenas pensar, Demi respirou fundo.
-Ok, Joe, eu te desculpo – ele sorriu fraco e ela se afastou dele e saiu da sala, tentou ser forte até chegar ao topo da escada, quando percebeu que não tinha mais ninguém perto ela se trancou no quarto e chorou tudo que tinha segurado nesses dias.

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